18.11.11

ando transvendo

 ando confundindo

 o ponteiro dos segundos

 com os ponteiros dos segundos...

 dos minutos

 ando transvendo

 o tempo, essa matemática neurótica,

 como empilhadeira de restos de um passado

 de um ritmo involuntário.

 é sempre bom dar ordens

 ao tempo: passe rápido, médio, devagar,

 ditar o descompasso das horas.

17.8.11



só cuidado com a labirintite.

14.7.11


O peito sinaliza
Movimenta-se ofegante
Vida caminhando em passos cadenciados
                                 Nas veias.
No meio, bem no centro da noite
Desperto e procuro pelo rastro do beijo
                           De anteontem
Inteiro, todos os pedacinhos viçosos
Da degustação dos lábios.                      

25.6.11






cães farejadores
 ou certos bichos
que rastejam
deslizando suas gosmas
escorregadios
fazendo cosquinhas
no estomago.
depositam seus ovinhos
e observam a gestação da vida
 até estourar numa aparição
ou sortimentos de cores
que dançam nos embalos dos olhos.

18.5.11


Procurar o inacabado,
  Assumir as formas que se estabelecem.

13.4.11

Vinculos, vinculos, rugas esculpindo a face sedutora da cera
que cora
Sem perder as observâncias de um peixe morto no asfalto
E mira para o alto um sorriso de olhos encantados
Que viram o asfalto fritar o peixe
Pronto para degustar.

22.4.09

Minhas pálpebras
Apalpam lágrimas
Em vigílias
Encontro o melhor
Companheiro
O sonho
Onde posso encontrar
Com ela
E não perder o sono.